Terça-feira, Dezembro 22, 2009

Pedro Caldeira Cabral - Balada da Oliveira

Balada para o Natal

Boas Festas meus Amigos

(Clicar na imagem para aumentar)

Se este ano que está a findar vos foi afortunado, alegrem-se no próximo ano e se ele o não foi, então alegrem-se ainda mais.
Com todos aqueles que frequentam esta minha tasca, vamos encontrar o nosso caminho de saída para esta crise múltipla no próximo ano, e quero agradecer-vos o excelente trabalho que cada um de vós tem dado à comunidade.
Ninguém pode prever o futuro, mas é possível criar as bases que suportam as nossas actividades futuras.
Desejo a saúde a todos os clientes desta tasca, seus familiares e amigos, assim como felicidades e sucessos para o Novo Ano.
O importante é ter Amigos .
Abraços
Manel

Sexta-feira, Dezembro 18, 2009

O Inverno do meu jardim

Quinta-feira, Dezembro 17, 2009

Mas se mãos tivessem os bois



“ mas se mãos tivessem os bois, cavalos e leões e pudessem com as mãos desenhar e criar obras como os homens, os cavalos semelhantes aos cavalos, os bois semelhantes aos bois, desenhariam as formas dos deuses e os corpos fariam tais quais eles próprios “ .

(Xenófanes)

Terça-feira, Dezembro 15, 2009

Frias Gonçalves, Octávio Sérgio e Humberto Matias_ "Mi Menor" de Flávio Rodrigues

Domingo, Dezembro 13, 2009

A inversão do ónus da prova

A questão que se coloca é quem tem que provar o quê e a quem. Quem tem os chamados especialistas da coisa do seu lado pode fazer afirmações extraordinárias se pertencer à maioria, onde o ónus da prova passa para os que os ousam desafiar, tal qual como agora cabe aos criacionistas provar que estão certos, quando no passado o ónus da prova pertenceu aos que defendiam a evolução. Quando se está do lado de fora não é suficiente ter as provas, mas antes ter de convencer os outros da validade das nossas provas, mesmo que estas entrem pelos olhos adentro deles. Aqui está o preço a pagar, mesmo sabendo que se está certo.

Sexta-feira, Dezembro 11, 2009

Falsa imagem

A questão ecológica não é só científica, mas também económica e principalmente política. Tudo o que se aplica a nível global tem sido aplicado e está a ser aplicado a nível local.
Apesar de tudo o que nos possam impingir e convencer com a politica ambiental, pois nunca se falou tanto de aquecimento global como agora, as leis da economia vigentes não são alheias ao ser humano consumidor nem ao meio ambiente, condicionando as sua relação com este.
Se o que está a dar é alindar e limpar, então vamos limpar o que nós próprios sujamos, desde que isso nos dê vantagens de qualquer tipo ou espécie, pois este duplo trabalho de sujar e limpar será sempre pago pelos mesmos. Será só vantagens obtidas sobre a viga que apoia nos pilares propriedade pública e propriedade privada, dado que sendo privada a propriedade, terei que a cuidar e claro que fico com a liberdade de poluir os espaços públicos tais como atmosfera, solo, rios, lixeiras, baldios, além da propriedade privada dos outros.
Os recursos públicos virgens e em especial os vitais têm estado ao serviço de alguns privados a custo zero, e cada vez mais estes se apresentam como os únicos gestores capazes para os usar, pois é assim que se auto promovem, que os consomem, degradam e desperdiçam, poluindo os espaços públicos que depois limpam a troco de vantagens. Pelo meio ficou o lucro, o desperdício, a não qualidade e os resíduos de fim de linha. Tudo isto em nome de uma sigla chamada de progresso.
Além de estar a tinto, deve o cidadão estar atento, não embalando em cantos de sereia, a cosmética ecológica.

Sexta-feira, Dezembro 04, 2009

Final de Outono

Tortulho desenhado em toalha de mesa (Alves André)
A observação atenta de um tortulho ( Hélder da aamarg.)
Terras do Carvoeiro - Escoural Rosácea para viuela Míscaros do meu pinhal

Sexta-feira, Novembro 27, 2009

Retratos do trabalho

Segunda-feira, Novembro 23, 2009

Ratos reuniram em conselho

Algures, entre muitos gatos
Um havia
Que era, segundo a fama que corria,
O mais temido caçador de ratos.
Focinho de arreganho,
De grande rabo
E de eriçado pelo,
Para o murganho
Vê-lo,
Era do diabo!....
Nenhum rato caía na tolice
De sair, sem cautela, do buraco,
Por mais fraco
Que o estômago sentisse.
Não, porque ele era o espectro, era a tortura
Que rala, que aniquila, que consome!
Ele era a fome
E a sepultura!
O caçador, porém, não era monge;
E numa linda noite de luar
Soube-se no lugar
Que andava longe…
Então,
(Vejam aqui os homens neste espelho
Como eles, fúteis, tantas vezes são)
Os ratos reuniram em conselho.
Diziam: - Isto assim não pode ser;
Antes a morte que tal sorte:
Passar dias e dias sem comer!
E logo alvitrou um, com alvoroço:
-Sabem o que é preciso?
É pôr-lhe um guiso
Ao pescoço…
Com um guiso ele próprio nos previne…
Muito embora no chão se agache e roje,
Ao menor movimento o guiso tine,
E a gente foge…
-Bravo! - gritaram todos – muito bem!
É assim mesmo! Assim!
Mas quem há-de ir atar o laço? Quem?
Eu não, que não sou tolo! – afirmou um.
Nem eu – disse outro. E enfim,
Não foi nenhum.
Há destes casos neste mundo a rodos;
Se é preciso coragem numa acção,
Todos concordam, ninguém diz que não,
Mas chegado o momento, faltam todos!
(Fábulas feitas por JOÃO DE DEUS)

Quarta-feira, Novembro 18, 2009

Galo com míscaros

Galo com míscaros foi o prato principal do almoço e reunião que tive com amigos na Praia da Tocha.
Para informação dos frequentadores desta tasca, foi um delícia de tainada bem conversada e regada.

Na minha oficina

video

Vitor Santos coloca a menina a cantar.

Terça-feira, Novembro 17, 2009

Ali G - Ciência e Tecnologia [ Legendas em Português ]

Aqui está o debate que faltava.

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

Mentira doçura, verdade dura

(Rui Sousa)
Entra sempre com doçura
A mentira, pr’a agradar;
A verdade entra mais dura,
Porque não quer enganar.

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

Escoural e Coimbra

(Clicar sobre a imagem para ampliar)
Silvério Manata
Antigamente os do Escoural colocavam a gravatita para ir a Coimbra, como agora os de Coimbra tiram a gravatita para vir ao Escoural.
Os do Escoural vão a Coimbra e os de Coimbra vêm ao Escoural.

Terça-feira, Novembro 10, 2009

Sem comentários

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Segunda-feira, Novembro 09, 2009

Taqsim Oud maroc

Marrocos é aqui ao lado!

Domingo, Novembro 08, 2009

Leituras

Quem tem amigos destes, .....

(Clicar na imagem para aumentar)

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Traz Outro Amigo Também - José Afonso

Compostela homenageia Zeca Afonso Músicos portugueses e espanhóis participam num concerto de homenagem aos 80 anos do nascimento de Zeca Afonso. O concerto "Traz um amigo também" é organizado pela associação "A Gentalha do Pichel", de Santiago de Compostela (Galiza, Espanha), e contará com a participação de vários músicos que partilharam palcos com a voz mais famosa da canção de intervenção portuguesa.

Terça-feira, Novembro 03, 2009

Financiamentos

Como é que eles irão arranjar assim tanto dinheiro para fazer o largo e o santuário todo novo?
Eles lá se arranjam.
Olha que depois, com o largo novo, tu já não poderás ir apanhar as bosteiras ao largo. Nem tu nem os teus colegas que juntam os montes da bosta depois das feiras. A bosta do largo passará a ser toda para eles, e tu terás que a comprar para depois a venderes.
Lá vai ficar a bosta ainda mais cara!

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

Ainda aguardo um Outono chuvoso

O vento esteve horas e horas a puxar a chuva e ela volta a cair lentamente, teimosamente húmida, de céu forrado até aos quatro cantos.

Quinta-feira, Outubro 29, 2009

The Story of Stuff Teaser #3 (2007)

Fonte: http://odecrescimento.blogspot.com/

Merci

Terça-feira, Outubro 27, 2009

Jascha Heifetz plays Paganini Caprice No. 24

Niccolò Paganini (Gênova, 27 de outubro 1782 – Nice, 27 de maio 1840) foi um compositor e violinísta italiano que revolucionou a arte de tocar violino, e deixou a sua marca como um dos pilares da moderna técnica de violino. O seu caprice em Lá menor, Op. 1 No. 24 está entre suas composições mais conhecidas, e serve de inspiração para outros proeminentes artistas como Johannes Brahms e Sergei Rachmaninoff.

Segunda-feira, Outubro 26, 2009

Aprender no erro

Quando alguém incomoda o instituído sistema que alimenta aqueles que têm dominado, logo um coro de rasganço de vestes se ouve, como um unir fileiras contra a subida inevitável da maré que irá encher a praia. Um coro de vozes a recordar os ancestrais medos, muitos já esquecidos e colocados para o caixote do passado.
É aqui que se acentuam os choques e as diferenças.
Vive-se o medo da mudança como se mostra no recorrer ao instituído pelo velho e arcaico sistema, às crenças enraizadas como refúgios e cais de abrigo, ideias de um mundo dominado por forças superiores.
Só não aprende quem não erra, e só não erra quem não faz. Abençoado erro que nos eleva.

Quarta-feira, Outubro 21, 2009

Trilhos

Segunda-feira, Outubro 19, 2009

Obra acabada

Terça-feira, Outubro 13, 2009

Only Rock

A apresentada falta de racionalidade que vemos à nossa volta é manifestação reactiva à mudança, onde o incerto levanta o pano que cobre todos os medos. O que passa é o querer do imediato e do urgente necessário, como correcção equilibrista da distorcida e estranha pirâmide de necessidades imediatas existentes criadas e não colmatadas.
Estão a ocorrer grandes mudanças de relacionamento de poder, na posse dos meios económicos e na posse e utilização da propriedade. São novas as dependências económicas que cada vez mais cerceiam as liberdades individuais, onde a apregoada tradicional organização é teimosamente apresentada como a solução, mas que não passa de um cada vez maior amontoado sem reticulado consistente. O amontoado de tralha dessa estrutura é cada vez mais visível, apesar da negação por alguns da sua ruína.
Vivemos na era de busca nos valores da Solidariedade e esta é transversal ao espaço geográfico. No entanto, enquanto a pirâmide se distorce cada vez mais, olhamos mais para dentro do muro e ignoramos que do outro lado está um universo um pouco desconhecido, sem rumo certo e portanto cheio de medos, mas cheio de oportunidades.
Do lado de fora seremos atacados pelas incertezas, mas sobreviremos livres a cada momento. Do lado de dentro do muro julgamos viver de certezas que não existem, mas será sempre na paz da jaula.
Liberdade, Igualdade e Fraternidade necessitam do cimento da Solidariedade que tem como aglutinante o pensar global e agir local. Mas quando se pensa local, teremos como resultado de um modo geral, a inexistência de soluções duradoiras em vez do imediatismo que sentimos todos os dias.

Sexta-feira, Outubro 09, 2009

Amigos da guitarra

E muitos faltam no meu blog!
Um abraço aos meus amigos.

Quarta-feira, Outubro 07, 2009

Quixotismos

Escoural

Companheiros

Alex foi meu companheiro de 01 de Outubro de 2001 a 11 de Agosto de 2009.
Nunca deixou de ser um cachorro grande. Foi sempre cachorrão!

Terça-feira, Outubro 06, 2009

No Pingo Doce

Uma imagem das tertúlias de fins de tarde daqueles Verões do século passado. Tardes prazenteiras de riso fácil e descontraído que me têm faltado nos tempos que correm. Ao meu lado está o saudoso Manel Caniceiro (Safa).

Sábado, Outubro 03, 2009

When the Saints... (Danny Kaye e Louis Armstrong)

video

Do melhor, simplesmente fabuloso...

A segunda parte da interpretação é de uma exuberância espantosa!!!

O que talvez a maioria não saiba é que Danny Kaye ganhou milhões e morreu emLos Angeles a 3 de Março de 1987 praticamente sem um tostão. O que recebia dava aos mais necessitados, ajudou muitos colegas que ficaram na miséria edistribuía o resto por instituições assistenciais.

No ano 2000, a UNESCO considerou-o cidadão mundial.

Para além de actor e cantor, era um excelente intérprete de jazz e clarinetista tocando quase somente para os amigos....

Agora deliciem-se com o vídeo!

Quinta-feira, Outubro 01, 2009

Dia Mundial da Música

“Depois do Silêncio, aquilo que mais exprime o inexplicável é a música” (Aldous_Huxley ). Obrigado por cada nota tua que me torna melhor do que sou e me faz acreditar que o mundo é mais fantástico do que realmente é. “Tudo está escrito na partitura, excepto o essencial” (Gustav_Mahler). A todos os meus amigos músicos, músicos de alma e coração feliz Dia Mundial da Música. (recebido por SMS)

Segunda-feira, Setembro 28, 2009

Forja da Gândara

Os Clientes virão, na época de vir, quando ele ligar a forja. Virão para a entrega das ferramentas para consertar ou encomendar outras. Os clientes virão. Pagarão para o SanMiguel, quando receberem da terra o retorno do seu amanho. Da Terra e dos Astros que governam a Esfera, que nos dão as águas trazidas pelos ventos que a carregam e do sol que tudo emprenha. Pois assim é realmente a Terra que está no meio de tudo, onde está colocada de forma central e sublime. Assim está disposta no lugar de luta e confrontos titânicos entre os quatro elementos, corpos simples que se corrompem, alteram e geram. Pagarão como até aqui, antes do envio para o celeiro do Seminário as medidas das rendas das terras. Pagarão a maquia em dívida.
Naquele casebre da forja sobre o Cimo do Monte do Cabeço, há uma técnica qualquer de feitura do metal. Ali se deve fazer novos metais, novos metais fantásticos.

Quarta-feira, Setembro 23, 2009

Escoural, Agosto 2009

Homenagem ao nobre animal orelhudo que tão bons coices tem aplicado.

Sexta-feira, Setembro 18, 2009

O acesso da Tocha à A17

(HOJE)
Este é o resultado, já esperado, da utilização de caminhos rurais como acesso da A17 (nó da Tocha)!

A vacina para as gripes A, B, C, ..., Y e Z.

Quinta-feira, Setembro 17, 2009

Rascunhos técnicos

Morrer de pé

Morrer de pé no cimo do Monte do Cabeço.

Quarta-feira, Setembro 16, 2009

Areia estreme

Esta areia toda donde vem? Do mar, só pode! Mas às vezes o mar leva-a outra vez de volta, vem buscar o que é seu entrando terra adentro. Ele está no seu direito, pois toda a areia que vês é dele. Ele a dá, ele a tira. É o vento que lhe a rouba e quem a cerca é o Cimo do Cabeço. Cerca, mas não toda, pois o vento ainda a leva mais para dentro de terra. Quem a tem cercado bem tem sido a Serra dos Quiaios.

Terça-feira, Setembro 15, 2009

Companheiros

Cuca, uma "fera" à solta no meu quintal.

Sexta-feira, Setembro 11, 2009

Lista de ir às compras

Não posso entrar na tua lista por que depois o presidente passará a olhar-me logo com uns olhos que tu nem imaginas. Sabes bem disso, a gente pode vir a precisar de todos, pois a vida é mesmo assim. Claro que eu não lhe tenho pedido nada, nem ele me pediu nada, mas não posso aceitar esse teu convite para a tua lista. Claro que irei votar, tu terás o meu voto e o da minha família, só que não posso dar o nome à lista, que ele até me prometeu ajudar.
É que ele chamou-me à parte.

Guitarra

(Clicar na foto para aumentar)

Pormenor da minha guitarra.

Quarta-feira, Setembro 09, 2009

A guitarra censurada

Livro de Gonçalo Amaral proibido pelo tribunal (clicar) Agora são os tribunais que censuram os livros. Só faltava algum jornal ser censurado pelo presidente da Junta, não era?!!

Eleições de 1965

Terça-feira, Setembro 08, 2009

Zeca Afonso - Vejam Bem

As penas das almas penadas

Mas tu achas que há mesmo um inferno, aqui, por debaixo de nós? Dizem que as almas, aquelas que não chegaram ao Purgatório e ainda não chegaram às portas do Inferno, andam por aí a esmo, penadas, na esfera do ar. Por isso é que há coisas estranhas e medonhas que acontecem de noite e também de dia. Sim, coisa como daquela vez que eu vi, um remoinho de pó no cruzamento, só isso já é mau sinal, a levantar em funil alto, tão alto como nunca vi, e depois o funil sempre à volta, cada vez mais rápido, diabólico, cheio de almas penadas todas à bulha umas com as outras, sempre à volta, entrou pela horta seca do Janez e acabou por partir quase todas as couves. Agora como é que a mulher dele faz o caldo para dar aos filhos? Não sei, mas eles andam por aí a atentar tudo e todos. Sabes que eu tenho pena das almas penadas?

Terça-feira, Setembro 01, 2009

Terrenos em falta

No mapa do século 19 podemos observar o limite do concelho de Cantanhede a sul da Praia da Tocha, à época Palheiros da Tocha. Para tal, bastará clicar sobre o velho mapa para ver o tracejado no sentido nascente para poente, a partir da estrada de ligação da Tocha à Figueira da Foz, isto é, na horizontal do desenho.
No http://sig.cm-cantanhede.pt/sigmc397/start.asp, observa-se que tal não é assim, agora, pois até a ETAR da Praia da Tocha está localizada no concelho da Figueira da Foz.
Será que os documentos históricos são inválidos para os actuais autarcas de Cantanhede? Que fizeram eles pela terra herdada? Venderam-na? Deixaram-se roubar?

Segunda-feira, Agosto 31, 2009

Bailinho

Ontem, no Escoural, dançou-se o Bailinho da Madeira.

Quinta-feira, Agosto 27, 2009

Photoshop: Breast Enhancement (HD)

Eis a minha sugestão para a feitura do cartaz eleitoral. Garanto colocar a candidata mais bela, mais jovem e mais generosa. É eleição garantida para a candidata!

Quarta-feira, Agosto 26, 2009

Semáforos

Esta é a actual distribuição de tráfego no arraial da Tocha, que não serve quem lá passa nem quem lá vai feirar ou simplesmente fazer turismo, onde a rotunda existente que constitui o actual sistema distribuidor de tráfego, só serve para ter uma estátua.

Terça-feira, Agosto 25, 2009

Um pecado mortal

(Clicar para aumentar)
Há certos senhores que se esqueceram de entrar no século XXI.
Tal tem sido o esquecimento deles que ainda se julgam em pleno século XX, a meio deste, em pleno segundo terço. Talvez porque se esqueceram mesmo, ou pelo uso de continuada prática onde tudo tem sido tomado com válido deste do boato, passando pela ameaça subtil, até à pressão psicológica e subliminar, onde até o mínimo na liberdade individual tem sido cerceado. Tudo tem valido nesta herança de práticas continuadas como prova que o uso continuado do cachimbo é que coloca a boca ao lado.
Lamento que estas práticas herdadas ainda não estejam em desuso, e que em plena época de mudanças ainda estejam enraizadas no uso no que há muito deveria estar no caixote da História.
“Fugi da mulheres, pois assim, como a traça roe o vestido, assim também a mulher é causa, e ocasião do pecado ao homem”.
Isto sim, é que é um verdadeiro pecadão mortal.

Segunda-feira, Agosto 24, 2009

José Correia

José Correia toca a Amarantina que construiu. O local do concerto é a adega do mestre violeiro Domingos Machado.

Quarta-feira, Agosto 12, 2009

A dona da bola

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Engenheiros

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A ditadura vigente

Caro Manel,
como deves saber, cá pelo reino, surgem novos inquisidores.
Antes sob a capa da Santa Madre Igreja, hoje sob a capa da Santa Entidade Regulação para Comunicação Social.
Esta dos comentadores e colaboradores nos Meios de Comunicação Social, que sejam candidatos às legislativas ou autárquicas terem que cessar a sua colaboração, não lembraria nem a Torquemada.
Não tarda nada há-de chegar aos blogues e quejandos.
Mando-te a capa da última edição do Index. A próxima deverá sair por estes dias.
Abraço.
P. (Recebido por e-mail)
Caríssimo amigo P.
Serve este post para te informar que a ditadura ainda existe e funciona a plenos pulmões por esta nossa Gândara.
Abraço
Manel

Quinta-feira, Julho 30, 2009

Chamam-lhe férias

Vou passar uns tempos sem olhar para o relógio. Alguns chamam-lhe férias.

Terça-feira, Julho 28, 2009

Chover no molhado

O sector do golfe no Algarve está em crise. Em Março de 2007, um dos meses mais fortes para o negócio, venderam-se 135 mil voltas nos campos do Algarve. Dois anos depois foram apenas 95 mil, uma quebra de 30% que resulta principalmente da fuga de praticantes ingleses e irlandeses.
Se me explicarem, mas devagarinho, da razão do investimento do campo de golfe e respectiva Academia pela Câmara Municipal de Cantanhede, talvez eu entenda que esta obra é estruturante para o concelho.

Segunda-feira, Julho 27, 2009

Unhas para a Guitarra Portuguesa

Neste momento uso uma unha postiça feita de um pedaço de corno de boi. Foi um trabalho de escultura para a adaptar ao meu indicador, o que a torna pessoal e única, pois cada guitarrista sua mania. O resultado final é o que interessa.

Sábado, Julho 25, 2009

Lago dos cisnes

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Quarta-feira, Julho 22, 2009

A gente paga

«Manuel Dias Loureiro deixou a Sociedade Portuguesa de Pintura e Moldagem para a Indústria Automóvel (SPPM), firma do Grupo SLN/BPN que trabalhava para a Autoeuropa, à beira da falência. Pouco mais de um ano após a sua saída da presidência da SPPM, em Novembro de 2007, a fábrica foi salva 'in extremis' pela Volkswagen, que assumiu a gestão da SPPM para evitar a paragem quase total na Autoeuropa e salvar quase 3200 postos de trabalho. Ao todo, em pouco mais de três anos, a SPPM acumulou prejuízos de 22 milhões de euros, dos quais cerca de oito milhões registaram-se em 2007.»
O homem tem pouco jeito para os negócios.

Domingo, Julho 19, 2009

Fado tropical

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Edu Miranda Trio

Quinta-feira, Julho 16, 2009

Vai um copo?

Aqui estão boas notícias para os frequentadores da minha tasca. Entrem e tomem um copo se quiserem viver mais uns anos. (Clicar)

Terça-feira, Julho 14, 2009

SUSANA SEIVANE DIRECTO EN LA NUIT CELTIQUE

É Verão, tempo de dar umas gaitadas. Para os frequentadores da minha tasca, aqui vai uma gaitada dada por Susana Seivane. É gaitada que vale a pena! Um abraço a todos os clientes desta tasca.

Segunda-feira, Julho 13, 2009

Copianço nos Diário de Coimbra e Diário As Beiras

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=1304238
(Valha-nos São Cricalho!)
DIÁRIO DOS DIÁRIOS
Os nossos queridos diários devem ter perdido o código postal que leva à publicação de notícias sobre o escândalo do século em Coimbra. O DB e o DC continuam a não dar cartas no caso dos Amigos dos Correios. Estaremos perante um pacto de silêncio? Valha-nos São Mickael Carreira.
Publicado por osexoeacidade em 10 de Julho de 2009

Na hora do calor

Quinta-feira, Julho 09, 2009

Questões de cultura

Claro que a gestão camarária não está a gozar comigo só por dois milhões de euros! Será que o tal empréstimo a longo prazo que a Câmara contraiu, fazendo fé no que li no jornal asbeiras, tem este destino? É que é uma pipa de massa para fazer umas Quintitas em honra da N.S. da Eleição. Será que dará para tanto estádio de futebol? Depois da Quinta biológica (1) de Cantanhede, teremos nós a Quinta biológica (2) de Febres, e por ordem lógica e com a graça de Deus teremos para o ano a Quinta biológica (3) para Ançã, pois na Tocha não existe Quinta biológica, mas sim um Complexo de pistas rectangulares para atletismo?
Asim a Inova, especialista em pastagens biológicas, terá muito que relvar.
Caro João Moura, meu amigo guitarrista e presidente da Câmara de Cantanhede, não duvido da tua capacidade na gestão do carcalhol, só que as comissões de festas do nosso concelho têm tido um trabalho de peso, e se estica de um lado encolhe do outro.
Quando escasseia o pão, aumenta o circo.
Publicada por Manel em 4.11.07
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Foge João, que 2008 já passou!

Uma questão cultural

(Obras Inova na Lagoa Negra)
"Não posso deixar de expressar a minha, a nossa profunda indignação, por esta imerecida atitude da Câmara Municipal, que considero um lapso, porque recuso pensar que esta atitude configure a hostilização ao poder autárquico na freguesia, porque se assim o fosse, estaríamos perante uma dispensável arrogância, imprópria da cultura democrática que todos defendemos e desejamos na freguesia, no concelho e no país."
Estas palavras são da Presidente da Junta do Corticeiro de Cima a quando da inauguração da ETAR da Freguesia.
Eis aqui a prova que João Moura não consegue, ou não quer, fugir à cultura política herdada da Acção Nacional Popular (ANP) , a cultura que suporta a missão da máquina política local, na visão redutora do poder pelo poder.
Foge João!

Quarta-feira, Julho 08, 2009

Canelão e boia

Na Praia da Tocha com a companha do mestre Lídio, teve como resultado uns carapaus fritos com arroz de tomate.
Adoro estas coisas!

Momentos de plena magia

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Segunda-feira, Julho 06, 2009

Mas que turismo?

(Caniceira 04-07-2009)
Sabe-se que o Turismo representa 10% do PIB. Isto indica a sua importância e também é aí que estão novas oportunidades de negócio, onde se englobam também as mais tradicionais e ancestrais actividades económicas e produtivas.
Mas que turismo?
A pergunta que se coloca é sobre o que se quer como turismo para a Praia da Tocha, isto é, se mais turistas ou mais receitas, sabendo nós que mais turistas dão mais receitas no imediato, mas a questão coloca-se se mais do mesmo é caminho a seguir, trazendo a banalização com a degradação associada e respectiva decadência, ou se quer um turismo mais abrangente de cadeia de valor mais longa, isto é, alargando-o às actividades locais quer comerciais quer produtivas, apostando num segmento de mercado turístico de maior capacidade de compra e de padrões de qualidade mais altos. A oferta de sol e praia, só por si, traz consigo mais automobilistas e a banalização que se já nota de ano para ano na Praia da Tocha. O negócio paralelo do arrendar casa nos meses de Verão está a definhar dadas as melhorias das acessibilidades e da mobilidade. Então o que fazer, se esgotado está o produto sol e praia, e se os produtos estratégicos que podemos ofertar para aumentar as receitas e qualidade terão que ter como componentes a gastronomia, saúde e bem-estar? O que deveria ser prioridade da autarquia que infelizmente, continua sem rumo, pois a autarquia não tem qualquer plano de desenvolvimento sustentado?
O que neste momento se entende como projecto de desenvolvimento turístico centrado na Praia da Tocha deverá ter integrado as actividades económicas da Gândara, assim como novas oportunidade de actividade e negócio.
Mas se só pensar a Gândara cansa, então fazer…

Sábado, Julho 04, 2009

Prisão de Coimbra em Cantanhede

Mais uma obra estruturante para Cantanhede!
Depois do campo de golfe onde todos os gandareses já se deleitam com o prazer de bater bolas com o olho da enxada, afunila-se o caminho ao anúncio da concretização de mais uma obra estruturante , que levará à melhoria dos indicadores da taxa de utilização dos complexos desportivos a construir e do perfumado e aromático campo de golfe, projectando assim o concelho de Cantanhede para o exterior.

Sexta-feira, Julho 03, 2009

Como é lindo o nosso fado

(clicar na imagem para aumentar)
O azar do Madoff é não viver em Portugal. Os nossos Madoffezitos divorciam-se e doam tudo às ex-esposas, ficando sem nada, sem onde cair mortos. Os americanos têm muito a aprender connosco.

Quinta-feira, Julho 02, 2009

É a estupidez, ó Pinho!

É a estupidez, ó estúpido! Eis a leis fundamentais da estupidez humana: Primeira lei fundamental: Cada um de nós subestima sempre e inevitavelmente o número de indivíduos estúpidos em circulação. Segunda lei fundamental: A probabilidade de uma certa pessoa ser estúpida é independente de qualquer outra característica dessa mesma pessoa. Terceira lei fundamental: Uma pessoa estúpida é aquela causa um dano a outra pessoa ou grupo de pessoas, sem que disso resulte alguma vantagem para si, ou podendo até vir a sofrer um prejuízo.

Quarta-feira, Julho 01, 2009

Mestre Alves André em pleno

Cartunes e Bonecos

Os nossos "Madoff" vivem todos em liberdade, com principescas reformas, regalias sociais, e outras mordomias. Os americanos têm muito a aprender connosco...
O azar do Madoff é não viver em Portugal...
Adenda de 02-07-2009: "Os nossos Madoff deveriam ser tratados como vulgares ladrões de bicicletas..."

Segunda-feira, Junho 29, 2009

Moinho

(Gravura de Alves André)
O rodízio. O rodízio do teu moinho? Sim! Até o rodízio deve ser esquerdo. Esquerdo? Sim, esquerdo para que o bruxedo não entre no moinho. Enquanto houver água na represa o moinho trabalha sem parar, não há mal de quebranto que lhe chegue. Trabalhará como deve ser, não há nada que o impeça de moer. E dorme-se bem no moinho? Claro! Dorme-se sem contar o tempo, embalado ao som dos escadelos. São dois os escadelos que ficam por debaixo da moega. Pode fazer um cigonhal que o do meu moinho está estragado? Claro que sim, posso bem fazer já antes de começar com a relha e o formão. Mas e o olho? Será que lhe fizeram bem o olho ao moinho?
O meu também faz o olho, mas o outro lá de riba, o outro faz cá um olho tão bem feitinho que é um regalo vê-lo a trabalhar. Saiu de manhã à pergunta dele para ele vir fazer o olho, andou o dia quase todo atrás dele para o agarrar. Atrás dele de taberna em taberna? Não! Só há uma taberna, não há outra além daquela. Chegaram ao cerranto da noite, abraçados um ao outro. Amigos são eles! Nada disso, vinham abraçados de bêbados para não caírem.
A andadeira está picada de pouco tempo. A fixa é a mulher, fica por baixo. A mulher quando está por baixo também se mexe. Pois é, pois é, a fixa também se move. É fixa mas também se mexe, mas leva com umas cunhas para não descontrolar. Faz com as cunhas o oscilamento quando não está certa e a de cima andadeira descontrola. A debaixo deve estar fixa, tem que estar direita para que as duas enconem perfeitamente. E tu sabes afinar? Claro que sei! Pancadinhas do lado certo. Afinação de pancada, com cunhas de madeira. O cigonhal, não esqueça o cigonhal.
Tem tudo preparado no teu moinho? E esqueço lá isso, alguma vez. Tu tens tudo? A quelha por onde o grão corre da moega prá quelha e depois pró olhal de cima da que anda de volta. Entre as duas, com um desnível de meia unha, continua a fazer farinha.
Nasci no moinho. Dentro do moinho fui parido. Será que foste feito no moinho ao som dos escadelos? Quem sabem, pois nos moinhos há tempo para tudo. Nasci e logo fui lavado na valeta que corre ao lado. Só depois é que fui para casa, para a cama. Como sabes disso? A minha mãe contou-me.

Ti António Taboeira

Ti António Taboeira foi moleiro e agricultor. Praticava o seu acordeon usando como metronomo a andadeira do seu moinho.
Aqui, Ti António, anima a inauguração do Sítio do Cartaxo, localizado na margem nascente da Lagoa de Mira, em plena paisagem lacustre e em zona classificada de Sítio Rede Natura 2000.
Trata-se de um espaço alternativo no concelho de Mira para a promoção do património natural e cultural da região, com cafetaria, biblioteca e zona de lazer, entre outras surpresas.
Os sócios e amigos da AAMARG disseram presente.

No meu pomar

Já deixaram o ninho e voam por aí!

Terça-feira, Junho 23, 2009

Ricardo Parreira - Ao vivo na casa da musica

Guitarrada para a noite de S. João

Segunda-feira, Junho 22, 2009

Evoluções

Mercado da Tocha

Quarta-feira, Junho 17, 2009

Quaresma fora da época

Segunda-feira, Junho 15, 2009

Batata assada na areia

(...) O sol começa a apertar e os homens, esbraseados do lume e da bola que os desafia, atiram-se às ondas, geladas de rachar neste mar, em algaraviada viril para espantar o frio que corta o fôlego e enregela os ossos. Alguns, a bater o dente, chegam cá acima e são cachorros vadios a sacudirem-se nelas, que não meteram o pezinho friolento na água mas a quem, pois todas gostam de o ter regado, estes respingos de mar, assim atirados nas carnaduras que o fato de banho não cobre, arrepiam e queimam. Agradecem a afronta com ais fingidos e as hormonas à solta forçam-nos a enlear-se em guerras corpo a corpo a que só dão tréguas quando eles batem em retirada a caminho do oceano para arrefecer outros afogueamentos, mais encapelados do que as vagas, capazes de denunciar as intenções de um homem. Um olhar cúmplice de Mário certificou o meu entendimento destas campanhas de arrulhar travadas no areal.
(...)
À volta da fogueira o calor esquenta e a cerveja atiça a língua macharrona do pessoal. Aquilo não é nenhum velório e o livro bíblico afiança ser o vinho que alegra o coração do homem. Aquela, a cerveja, ou este, o tinto, tanto faz, que são simbólicos os versículos sagrados, e por agora o palhinhas Bairradino, dom divino, dizem-me, refresca, enterrado na areia rente à orla de espuma da maré vazante à espera do almoço. Gargalo de fora não vá a malta perder-lhe o rasto. Os homens mais velhos do ajuntamento estão atentos ao fogo. São eles a geração guardiã de um legado regional gastronómico que há-de datar de antanho, da primeira gente arribadiça a esta indómita costa. Pé no barco, pé na terra, este Homem do coração do litoral gandarês, evocado por Almeida Garret, endireita as costas dobradas à enxada e a um chão maninho, raso como a palma da mão, de onde arranca as batatas e os grelos de nabo, para as vergar ao desafio do oceano que lhe há-de esmolar, mãos-largas pela ousadia, fartura de peixe. Os bois puxam a rede que se abre num mar de carapau e sardinha a saltar da malha do saco para a fogueira de trangalhos recolhidos da mata de pinheiros bravos, logo ali, a fixar as areolas da costa e, do brasido, que escaldou a areia, cuja quentura há-de assar as batatas roleiras, grelha-se o peixe e aferventam-se os grelos que as acompanham. Tradição secular e curiosa esta das batatas assadas na areia a acompanhar o pescado, casamento da terra com o mar, que os seniores, patriarcas do clã, vão executando. Não há espinhas nos seus gestos seguros, emanados dos saberes dos seus maiores, que, passada que é uma hora, apresentam as ditas batatas estaladiças, capazes de embebedar-se no azeite frito com alhos que entretanto as mulheres prepararam. No ritual que homenageia a genuinidade, os mais novos são discípulos atentos que hão-de assegurar-lhe a continuidade. Demonstrada, aliás, pela dúvida interessada de um deles quando a mão de mestre de um veterano lhe estende um tubérculo a estalar e com o sal no ponto quando ninguém lhe juntara uma pitada sequer. A explicação, professoral foi pronta e eu não teria feito melhor: então o menino não sabe que o mar, na sua eterna aliança com a areia, a impregna do sal com que ela agora tempera estas batatinhas? Aprende rapaz que os velhos não duram para sempre…
De uma furgoneta de caixa aberta, que a vista de tanto braço disponível para um empurrãozinho fez afoitar pela areia solta, improvisa-se a cozinha e a mesa de apoio e, dos costaneiros que o mar dá à costa, atamancam-se bancadas. Mesmo os mais arredios se encostam, que a hora de dar ao dente é sempre boa, e cada um se desenrasca. Amesendemos! Sirvo-me desta terra que me cabe toda no prato e me sabe divinamente. A mesa concilia e até um ou outro conviva, e as já referenciadas peruas, mandam às malvas a etiqueta e se deixam arrastar pela vaga esfusiante que, amainada a larica maior, vai varrendo o areal.
(...)
Silvério Manata
in
Arneiro do Mar

Quinta-feira, Junho 11, 2009

A Guitarra e a Universidade de Coimbra

Quarta-feira, Junho 10, 2009

A Guitarra e a Universidade

(clicar sobre a imagem para ampliar)

Gândara

...... É no relveio do Cabeço da Areia, ali ao lado das Terras Novas da Remolha, onde termina o baldeado de terra feito a muque e começa o Pinhal do Povo até às Baleiras d’Areia, que se dá o repartir das calcadas e apertadas carradas em milagre de multiplicação do número de fornecimentos de mato de elaborados ocos entre taipais e caniços graças aos pinheiros de monda, para assim aumentar o monte no recebimento do assento dos soberanos e atentos apontadores.
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Terça-feira, Junho 09, 2009

Gândara

(Foto tirada do http://setepartidas.blogs.sapo.pt/)
... ali estavam os dois apontadores, lado a lado, soberanos, exibindo os bastões do poder da escrita. Ali, eles tinham todo o poder do momento que a escrita tem. Ali, eles registam majestáticamente o número das carradas de mato que irão a colocar sobre a sementeira do pinho, um rego enorme no comprimento, um carreiro de formigas de mulheres de negro, de lenços traçados cobrindo as faces de memórias de tempos sarracenos ancestrais, de rostos queimados e retalhados de rugas, inclemências do tempo e do sol que queima mais vindo da areia que do céu, arrunhando e cobrindo a sementeira que o vento levará aqui, ali e acolá para o fundo da baleira.
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Um probe de Deus

Mais um que é vítima da crise. Um coitadinho que não tem onde cair morto, um sem eira nem beira, enfim, mais um Probe de Deus.
Um probe que assina de cruz, que nada sabe de contabilidade, que de tão probe nem se lembra, pois não sabia das complicadas coisas que se passavam à sua volta, só pode ser mais um asceta a santificar e a atingir o reino do céu da mão invisível que governa o offshore.

Segunda-feira, Junho 08, 2009

36 anos depois

Velhos grafites, novos designers

Pareceu-me que assim foi

Desci uma centena de metros e estava na Praça da República. Resolvi visitar a AAC.
Decorrem obras no jardim para instalação de bares para estudantes. Percorro o sempre atulhado corredor de acesso às salas da TAUC, onde os velhos grafites têm novos designers. Do corredor da outra ala vem o som de uma aula de guitarra portuguesa. Sai da sala Dr. Jorge Gomes.
30 anos depois voltei a tocar com o Gomes o Ré menor do Artur como se tivéssemos ensaiado na véspera, ou então pareceu-me que assim foi.

Sexta-feira, Junho 05, 2009

O Cabeço do Escoural

Do cimo do monte do Cabeço vê-se o Caramulinho e o Bussaco da Alcoba, os fascinantes e misteriosos os locais altos que tão altos são.

Quarta-feira, Junho 03, 2009

Uma tasca mal frequentada

A manchete do último Expresso garantia que o Presidente da República ganhou 150 mil euros no espaço de dois anos através da venda de acções da Sociedade Lusa de Negócios (detentora do BPN).
Portugal é um excelente país, só que anda mal frequentado.

Quarta-feira, Maio 27, 2009

Frias Gonçalves_interpreta (de sua autoria)_Valsa Nº1

Frias Gonçalves_interpreta_ "Marcha de Coimbra" (música de sua autoria)

Terça-feira, Maio 26, 2009

Anónimo disse...

Anónimo disse... A criancinha quer Playstation. A gente dá. A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa. A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate. A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha. A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente. A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando. A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua. Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher. Desperta. É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares. A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada. A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira. A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca». Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal. Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu». A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias». Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha? Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos. 11 Março, 2007